segunda-feira, 20 de maio de 2013

poema




Soneto do amigo




Enfim, depois de tan
to erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo 

Nunca perdido, sempre reencontrado.




É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.




Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.




O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...

Vinicius de Moraes

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